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Friday, June 19, 2009

Depois de Mubaze Jumari é a vez do Martin de Sousa Mondlane

Já imaginaram as consequências da dedicação de Mubaze Jumari e Martin de Sousa Mondlane no Notícias? Quem de facto procura protagonismo? Será o vítima do atentado ou aqueles que em vez de condenarem o acto atentetário e clamarem por uma investigação e pela justiça, pensam que o aproveitarão politicamente para o partido a que pertencem?

Martin de Sousa Mondlane, não quer espalhar propagandas dissuadindo aos moçambicanos quanto ao atentado à pessoa de Daviz Simango, Presidente do MDM. Martin de Sousa como quem diz que o atentado perpetrado por elementos da Renamo bem identificados, foi simulado por Daviz Simango, escreve o seguinte:

“Foi através do Hi5 que o Daviz me anunciou o “Atentado de Golpe” e me anunciou que a “democracia em Moçambique está cada vez mais a deteriorar-se, só você pode salvar Moçambique.”

Afinal qual é o problema de ter sido o Daviz a escrever aos amigos ao que lhe aconteceu em Nacala-Porto? Será difícil que o atentado tem o único objectivo de deteriorar a democracia? O que diz o próprio Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama após o atentado não é suficiente para entender que é a democracia que está sendo ameaçada? Não foi aquilo antes um atentado à democracia, à liberdade?

Ora, foi no mesmo dia que Daviz mandou mensagem aos amigos, mas foi antes ou depois do acontecimento? A que horas Daviz escreveu aos amigos?

Na minha página a mensagem entrou as 19 h 34 min. A reportagem nos órgãos de informação diz que o atentado ocorreu por volta das 14 horas e imediatamente Daviz Simango foi levado pela polícia em protecção, a mesma que o escoltou à Cidade de Nampula. Antes, às 15 h 24 min, eu já tinha recebido a informação sobre o ocorrido directamente de um testemunha. Falo de que estava no local, na Zona dos Eucalíptos, veja aqui.

Martin de Sousa escreve ainda:

“Estou a tentar dizer que é fácil “entregar” o atentado ao Dhlakama e seus sequazes tendo em conta que, “visivelmente”, foram homens “identificados” como da Renamo que perpetraram o atentado; mas não seria idiotice pensar que, apesar daqueles actores, o atentado pode ter sido cozinhado noutras bandas e por outras cabeças que não de Dhlakama e seus sequazes, principalmente quando analisamos o aproveitamento político que o MDM e seu líder deram ao facto.”

Mas se compatriotas como Mubaze Jumari e Martin de Sousa Mondlane têm dúvidas sobre o ocorrido em Nacala-Porto, porquê não clamam primeiro por uma investigação que escrever suposições que mostram uma falta de espírito humanista e até certo modo ilibar os perpetradores do atentado? Porquê cometerem mais um atentado não só a Daviz, mas também aos nossos corações?

Ver também no Reflectindo:

Monday, February 09, 2009

Segunda volta em Nacala - Porto: Há graves atropelos à lei eleitoral

(Maputo) O Observatório Eleitoral manifestou, semana finda, a sua inquietação em relação a alguns aspectos relacionados com a maneira e rumo que estão a tomar a tomar campanha e propaganda eleitorais da segunda volta, para a eleição do futuro presidente do município da Cidade de Nacala - Porto, cujo processo de votação é já nesta quarta-feira naquela circunscrição da província de Nampula.

Segundo esta organização cívica, a cidade de Nacala-Porto, tornou-se desde o inicio da campanha eleitoral desta segunda volta, num palco de autênticos atropelos à lei eleitoral e aos princípios mais elementares da convivência democrática e ética.

Agressões físicas, intimidação de cidadãos por pertenceram a um ou outro partido político, instrumentalização de crianças para lançar impropérios aos adversários políticos, campanha e propaganda eleitorais nas mesquitas e igrejas, uso das viaturas do Estado, destruição de materiais de campanha por parte de apoiantes dos dois candidatos, fazem parte das acções apontadas pelo Observatório Eleitoral como estando a perigar e a atropelar as leis democráticas. Estas acções perigam a paz, a segurança dos munícipes e a própria urbe.

Aquela organização, apela à Comissão Nacional de Eleições para que assuma o seu papel de fiscalizador do cumprimento da lei eleitoral e de todos regulamentos atinentes ao processo eleitoral e a sancionar todos os prevaricadores, como forma de desencorajar os actos praticados naquele município. Assim, vai-se permitir que todas partes tenham a mesma oportunidade de exercer o direito à campanha e propaganda eleitorais de foram pacifica e segura, pois todos têm os mesmos direitos. (Redacção

Fonte: Savana