Monday, January 21, 2013

MDM solidariza-se com vítimas das chuvas

O MDM – Movimento Democrático de Moçambique, a nivel da cidade de Maputo, manifestou no último sábado, pesares às famílias enlutadas e que perderam os seus haveres em consequência das chuvas ocorridas no dia 15 de Janeiro corrente.

Saturday, July 07, 2012

Saturday, February 25, 2012

Friday, February 24, 2012

Saturday, December 10, 2011

DIZER POR DIZER... - Boas vindas, Tagir, ampewé!

Por Pedro Nacuo

SE tivermos muita preguiça podemos dizer que ampewé, significa mais velho, líder, mas daqueles que não são eleitos, eles existem, nascem consensuais, respeitados desde à nascença. Calha que é assim que Tagir (e muita outra gente) me chama e é assim que eu respondo.

Wednesday, March 09, 2011

Lutero Simango - Discurso de Abertura da AR

Iniciamos a presente Sessão numa altura em que os países do norte da Africa e médio oriente vivem uma atmosfera de auto afirmação exigindo mais liberdades, boa governação e partilha justa dos rendimentos. As manifestações populares foram escolhidas como a forma mais adequada e eficaz desta luta, e obviamente as teorias da guerrilha, a luta armada popular, organizações político-militares ou golpes de Estado deixam de ser os mecanismos convincentes para combater os regimes arrogantes e anti populares. As lutas pela liberdade já não podem ser traçadas a curto, médio ou longo prazos.
São exigências quotidianas em Estados de Direito e Democracia. Os povos, além da satisfação das suas necessidades básicas, querem liberdade de pensar e agir de acordo com as suas consciências; não querem ser submetidos às sevícias e aos apetites de um grupo de indivíduos ou partidos. E acreditam na alternância governativa, democrática e liberdade como a melhor forma de estar numa sociedade.
Qualquer regime e os seus seguidores que não respeitarem as regras democráticas, e desvalorizar a memória colectiva do seu povo, obrigando aos seus concidadãos a aderir mecanicamente aos seus ideais, terá o mesmo fim dos regimes da Tunísia e Egipto, ou se conduzirão a uma situação típica à da Líbia.
Leia tudo em Download DISCURSO_DE_ABERTURA.MARCO2011__rev_2[1]

Thursday, February 03, 2011

Potências europeias defendem processo de transição imediato

Paris - França, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha e Itália pediram hoje (quinta-feira) ao Egipto, em uma declaração conjunta, o início de um processo de transição e condenaram os que usam ou estimulam a violência.

"Apenas uma transição rápida e ordeira para um governo de base ampla vai tornar possível superar os desafios que o Egipto enfrenta actualmente", afirma o comunicado.

"Este processo de transição deve começar agora", completa ao texto assinado por Nicolas Sarkozy, Angela Merkel, David Cameron, José Luis Rodríguez Zapatero e Silvio Berlusconi.

"Os dirigentes europeus condenam todos aqueles que usam ou estimulam a violência, que não fará mais que agravar a crise política que o Egipto atravessa".

Quatro manifestantes morreram baleados na manhã desta quinta-feira na Praça Tahrir (Praça da Libertação) do Cairo, onde uma batalha campal entre adversários e partidários do presidente Hosni Mubarak na quarta-feira deixou pelo menos três mortos e centenas de feridos.

Fonte: Angolapress - 3/2/2011

Tuesday, February 01, 2011

Centenas de milhares de manifestantes no Egipto

Centenas de milhares de pessoas exigem afastamento de Mubarak

Em resposta aos apelos para uma manifestação de 1 milhão de pessoas, centenas de milhares de pessoas concentraram-se na Praça Tahrir no Cairo exigindo a demissão do presidente Hosni Mubarak.
Acenando com bandeias egípcias a multidão entoou cânticos nacionalistas e slogans anti-Mubarak.
O exército apelou aos participantes que se portassem pacificamente porque as imagens da manifestação irão ser vistas em todo o mundo.
De acordo com um correspondente da BBC na Praça Tahrir, os soldados estão pacificamente no meio da multidão e o ambiente é de celebração. Entretanto o senador norte-americano John Kerry disse que Mubarak tem de se afastar.
No maior ajuntamento desde o início dos protestos, mais de cem mil pessoas inundaram a praça de Tahrir no centro do Cairo para exigir a remoção do presidente Hosni Mubarak do poder.
Os manifestantes empunharam bandeiras egípcias, entoaram hinos nacionalistas e slogans anti-Mubarak.

Levantamento popular

Nenhum líder claro da rebelião popular emergiu até agora mas os manifestantes parecem vir das secções mais urbanas da população.
"Todos os níveis. Todas as categorias. Muçulmanos, cristãos, velhos e novos. É a primeira vez que o povo adere a uma revolução de jovens criada na internet com o Facebook ou o Twitter", dizia este manifestante no Cairo.
O número de mulheres a aderir às manifestações está também a aumentar e uma senhora de idade avançada chamada Raba foi apanhada a discutir com vários homens, sustentando que tinha tanto direito como eles de se manifestar.
"Tenho o direito de me exprimir sem ter medo que o exército ou a polícia me prendam. Basta! Temos direito à mudança, temos direito a algo de novo", protestava esta cidadã egípcia.
Uma coligação de partidos e grupos da oposição, que incluiu a Irmandade Muçulmana, disse entretanto ter informado o Governo Egípcio que só vai iniciar cinversaça~ºoes sobre reformas depois do presidente Mubarak ter abandonado o cargo.
Um dos membros da coligação é o antigo Nobel da paz Mohamed el Baradei, que deu a Mubarak um prazo para renunicar á presidência.
"Esperamos que isto termine hoje ou sexta-feira o mais tardar e a coligação até já chama esta sexta-feira de "a sexta-feira da partida".
"Mas espero que o presidente Mubarak preste atenção e abandone o país após 30 anos de regime e dê ao povo uma chance. Não acho que ele queira ver mais sangue", apelava Mohamed el Baradei
Numa entrevista à BBC o novo ministro egípcio das Finanças, Samir radwan, disse que só aceitava ordens do recém-nomeado vice-presidente e do primeiro-ministro mas advertiu que Mubarak está longe de admitir derrota.
"Ele parece um homem muito determinado. Não nos esqueçamos que ele é um lutador, atravessou várias guerras na vida."
"E na segunda-feira ele parecia muito determinado a implementar reformas para corresponder às exigências destas pessoas" advertia o novo ministro egípcio das Finanças.

Fonte: BBC para África - 01.02.2011

Sunday, January 30, 2011

PANA: Actualidade Africana


  • Abidjan, Côte d'Ivoire (PANA) – O candidato declarado vencedor das presidenciais de 28 de novembro na Côte d'Ivoire pela Comissão Eleitoral Independente (CEI), Alassane Ouattara, indicou domingo "ter tomado nota da decisão do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA) de criar um grupo de alto nível para a resolução da crise pós-eleitoral em condições que preservem a democracia e a paz na Côte d'Ivoire".




  • Addis Abeba, Etiópia (PANA) – Um empresário americano, Bill Gates, fundador de Microsoft, renunciou a participar na 16ª Cimeira da União Africana, por falta de tempo para se endereçar aos chefes de Estado e de Governo presentes em Addis Abeba, indicou domingo uma fonte à PANA, na capital etíope.

    Crises na África do Norte preocupam União Africana

  • 30 Janeiro 2011 13:11:23
    Addis Abeba, Etiópia (PANA) – Líderes da União Africana (UA), presentes em Addis Abeba para a cimeira dos chefes de Estado e de Governo da organização continental para resolver crises políticas em África, disseram estar muito preocupados com a situação criada pelas numerosas manifestações provocadas pelo derrube do regime tunisino.



  • 30 Janeiro 2011 12:11:44 Addis Abeba, Etiópia (PANA) – A 16ª sessão ordinária dos chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) arrancou domingo em Addis Abeba com uma reunião à porta fechada que precede a cerimónia de abertura oficial, constatou a PANA na capital etíope.




  • Tripoli, Líbia (PANA) – O guia líbio, Muamar Kadafi, conversou sábado por telefone com o Presidente egípcio Hosni Moubarak que o informou sobre a situação no Egipto depois dos movimentos de protesto registados atualmente no Egipto, anuncia uma fonte oficial líbia.


  • Addis Abeba, Etiópia (PANA) – O Presidente conakry-guineense, Alpha Condé, e o presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping, abordaram sábado em Addis Abeba os preparativos da 16ª Cimeira da organização que se inicia este domingo na capital etíope, soube a PANA de fonte segura.



  • UA debate situação na Somália
    29 Janeiro 2011 19:17:56 Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – O antigo Presidente do Gana, John Jerry Rawlings, presidiu sábado em Addis Abeba, nas vésperas da 16ª Cimeira da União Africana (UA), a uma reunião sobre a situação sócio-política na Somália, soube a PANA de fonte segura.



  • Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – Os debates foram muito acesos sexta-feira em Addis Abeba durante a reunião de peritos do Mecanismo Africano de Avaliação Paritária (MAEP), relatou um participante à PANA na capital etíope, Addis Abeba.  




  • Bélgica convoca embaixador no Senegal
    29 Janeiro 2011 19:03:12
    Bruxelas, Bélgica (PANA) - A Bélgica convocou o seu embaixador no Senegal, Georges Sami Godart, para consulta, na sequência da decisão do Governo senegalês de interditar os voos da Brussels Airlines entre Dakar e as capitais da Gâmbia (Banjul), da Guiné (Conakry) e da Serra Leoa (Freetown), soube a PANA de fonte oficial em Bruxelas.  




  • Addis Abeba, Etiópia (PANA) – A União Africana (UA) está em busca duma posição consensual sobre a crise pós-eleitoral na Côte d’Ivoire, nas vésperas da abertura da sua 16ª Cimeira.  




  • Praia, Cabo Verde (PANA) - O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) acusou denunciou alegadas manipulações, truncagens e colagens de imagens do seu líder, o primeiro-ministro José Maria Neves, durante o tempo de antena na televisão do Movimento para a Democracia (MPD), principal partido da oposição, no quadro da campanha para as eleições legislativas de 6 de fevereiro próximo. 




  • Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – O Presidente burkinabé, Blaise Compaoré, apresentou em Addis Abeba o seu relatório sobre a Côte d’Ivoire ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), soube a PANA na capital etíope.



  • Addis Abeba, Etiópia (PANA) – O representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Côte d’Ivoire, Young Jin Choi, trouxe a Addis Abeba os resultados da segunda volta da presidencial ivoiriense para provar aos chefes de Estado e de Governo dos países membros da União Africana (UA) que o escrutínio foi vencido por Alassane Ouattara, anunciou sábado à PANA uma fonte segura.



  • Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – Um delegado do Governo gabonês autoproclamado chegou em Addis Abeba para tentar obter o apoio da União Africana (UA) ao seu projeto de tirar do seu país do que qualificou de "reinado dum poder ilegal".


  • UA designa um painel para resolver crise ivoiriense

  • 29 Janeiro 2011 16:39:03
    Addis Abeba, Etiópia (PANA) – Ao reafirmar as suas decisões precedentes sobre a crise pós-eleitoral na Côte d'Ivoire, o Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA) criou um painel de alto nível para a sua resolução de modo a preservar a democracia e a paz.  




  • Abidjan, Côte d'Ivoire (PANA) – As Forças Novas (ex-rebelião) denunciaram o corte de água e de eletricidade nas zonas do centro, do norte e do oeste da Côte d'Ivoire na noite de quarta para quinta-feira.
  • Friday, December 17, 2010

    Internet: Fomos pioneiros em África… hoje estamos na cauda

    17/12/2010

    Em Moçambique apenas 612 mil pessoas são utentes da internet, o que representa 2.8 por cento dos pouco mais de vinte e dois milhões dos seus habitants.

    Os números são fornecidos pelo Internet World Stats, um site que mede as estatísticas demográficas e de mercado da internet em mais de 230 países. Foram publicados em Agosto passado.

    A fonte regista também que existem em Moçambique 45.420 usuários da rede social Facebook, representando 0.2 por cento de penetração desta ferramenta entre o total dos internautas moçambicanos.

    Compulsando os dados fornecidos por aquela fonte

    (http://www.internetworldstats.com/ ), Moçambique ocupa a posição cimeira na tabela dos utilizadores da Net nos cinco países africanos de lingua portuguesa (Palop’s), seguido de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Brasil, com cerca de 76 milhões de usuários e Portugal com pouco mais de cinco milhões destacam-se entre os países de lingua portuguesa, com Timor-Leste a ocupar a cauda com apenas 2.100 “navegantes”.

    Relativamente à região da África Austral, Moçambique queda-se na sexta posição, abaixo de países como o Malawi, Zâmbia e Tanzania, com a África do Sul e Zimbabwe a ocuparem as duas primeiras posições.

    Há três anos, 2007, Moçambique possuia uma das coberturas de Internet menos desenvolvidas de África, apesar de ter sido o terceiro país do continente a aderir ao uso destas tecnologias de informação e comunicação.

    “Não progredimos ao nível dos países africanos”, disse na altura, o então director do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Américo Muchanga, em declarações prestadas à Agência de Informação de Moçambique, AIM. Segundo ele, o país começou a beneficiar-se da rede de Internet em 1992, depois da África do Sul e do Egipto. Aliás, a rede de Internet da Tanzania foi montada com a ajuda de Moçambique.

    “Nós até ajudamos os outros países a montarem Internet mas hoje não estamos entre os primeiros 10 ou 15 (ou mesmo 30) países com a melhor utilização em termos de acesso e de qualidade de serviço, estando Moçambique a competir com países pequenos como Swazilândia e Malawi”, disse em notícia publicada em maio de 2007.

    Posição de Moçambique na Lista dos Utilizadores da Internet (dados referentes a Agosto de 2010)

    PALOP’S ( Países Africanos de Língua Portuguesa)

    01 - Moçambique – 612.000 (2.8%)

    02 - Angola – 607.400 (4.3%)

    03 - Cabo Verde – 150.000 (29.5%)

    04 - Guiné-Bissau – 37.100 (2.4%)

    05 - S.Tomé e Princípe – 26.700 (0.4%)

    Note-se que Angola detêm o maior número de usuários da rede social Facebook, com perto de 64 mil usuários contra os pouco mais de 45 mil de Moçambique.

    ÁFRICA AUSTRAL (Membros da SADC)

    01 - África do Sul – 5.300.000 (6,5%)

    02 - Zimbabwe – 1.422.000 (12.2%)

    03 - Zâmbia – 816.000 (6.8%)

    04 - Malawi – 716.400 (4.6%)

    05 - Tanzania – 676.000 (1.6%)

    06 - Moçambique – 612.000 (2.8%)

    07 - Angola – 607.400 (4.3%)

    08 - RDCongo – 365.000 (0.5%)

    09 - Madagáscar – 320.000 (1.5%)

    10 - Namíbia – 127.500 (6)

    11 - Botswana – 120.000 (5.9%)

    12 - Swazilândia – 90.000 (6.6%)

    13 - Lesotho – 76.000 (4.0%)

    Monday, October 11, 2010

    Uma proposta para compreender a mobilização popular

    Por Carlos Quembo*

    Explicando as manifestaçoes :

    Hipotese 1 (a série continua)
    A teoria de frustraçao relativa avançada por Ted Gurr pode ajudar a compreender a mobilização social para a participação nestas manifestações que se reeditam em Moçambique (depois da de 5 de Fevereiro de 2008), concretamente na cidade de Maputo e Matola.
    Segundo esta teoria, as pessoas não se revoltam porque são pobres, mas sim porque numa situação de comparação com outras classes sociais ou dentro da mesma classe, elas se julgam numa situação ou posição de injustiçados e que merecem mais do que aquilo que lhes é disponibilizado.
    Ha tres aspectos nesta teoria :
    1) Sentimento de descontentamento, insatisfação e frustração,
    2) Que predispõe os individuos à revolta,
    3) E a acção de revolta para alcançar à aquilo que se é merecido e não aquilo que se tem.
    Vejamos para a realidade Moçambicana. Este país sempre foi pobre e provavelmente continuara pobre, pelo menos enquanto as coisas continuarem neste rítmo, não obstante o discurso secular de combate a pobreza absoluta, que data desde as zonas libertadas. Recordem-se do famoso Plano Prospectivo Indicativo, do PRE e do PREs, do PARPA 1 e 2.
    Moçambique já esteve entre os « melhores » países mais pobres do mundo. Portanto, revoltas similares nao aconteceram.
    Provavelmente isso se deve a não existencia desse sentimento de frustração relativa. O povo estava consciente das dificuldades institucionais que se enfrentavam e a pobreza se repercurtia em todos os sectores da sociedade e em todos os segmentos desta mesma sociedade. O apertar cinto se fazia sentir desde topo até a base. Isso não significa que não havia corruptos. Mas sim, que a consciencia colectiva sobre a existencia de corrupção deliberada dos dirigentes e a falta de vontade de zelar pelo bem estar do povo, ainda não partilhada de tal forma que mobilizasse o povo para uma revolta.
    Hoje, vivemos uma situaçao diferente. Sabemos todos que o nosso país ainda é pobre, não obstante as estatisticas disfarçadas que escamoteiam essa verdade face à uma comunidade internacional deliberadamente cega.
    Portanto, diferentemente do que se passou e se passava anteriormente e principalmente nos anos 1980 (para os da minha geração, o ano de 1983 é marcante), hoje o povo tem a sensação de que melhor podia, pode e deve ser feito para minimizar a penuria com a qual o povo se debate no seu quotidiano. Abundam reportagens que mostram (com A+B) que a elite moçambicana, grosso modo, detentora do poder politico, e que a traves do clientelismo, nepotismo, prebendalismo, o usam como um trampolim para acumulaçao de riqueza, nada ou pouco faz para o bem estar do povo, donde imana o poder. E ainda usa este mesmo povo para legitimar o seu estatuto de governante.
    Nao precisa ser magico, PhD, consultor, medico tradicional, curandeiro, sociologo ou antropologo, cientista politico ou historiador, viver perto ou ao lado da presidencia da republica, ser cunhado ou primo de tal ou tal fulano, para se saber que a nomenclantura politica, é a nomenclatura economica ou que estas duas, caminham de braços crizados e usam o povo como cavalo de troia. Nao difere muito da situaçao colonial (ja houve quem perguntara : quando é que a independencia acabará ). O colonalismo se produzia e se reproduzia a custa da exploração gratuita da mão de obra e da força de trabalho da população africana, a mesma que depois se tornou o povo moçambicano.
    Este sentimento, criou a consciencia colectiva de frustração, de revolta, de descontentamento. Face a essa situação, como sugere Irish, o povo tem no mínimo tres alternativas:
    1) Exit, que significa desistir de lutar para mudar a situação que origina a frustração, pode significar também encontrar outras alternativas, como por exemplo sair do pais,
    2) Loyalty, que significa normalizar o anormal, conformar-se e não acreditar na possibilidade de mudança e colaborar com o sistema, com o objectivo de um dia fazer parte dos corruptos. É grosso modo o que tem acontecido frequentemente
    hoje, sobretudo com os jovens moçambicanos. Os supostamente parte da « geraçao da viragem »,
    3) Voice, esta última significa de forma extensiva, protexto. É o que está acontecer neste momento nas cidades de Maputo e Matola.
    Estando fisicamente distante, não posso fazer mais nada, se não contribuir desse jeito para explicar a situação que hoje se vive nesta patria amada. Enquanto os dirigentes nao tiverem em conta estes aspectos, nunca encontrarão uma solução para este problema. Nao é matando, disparando, impidindo as manifestações que o povo vai parar. Não nos se esqueçamos, a morte é inevitavel a oser mortal. Mesmo os que estão a matar hoje, morrerão amanhã. Os que morreram hoje, so foram os primeiros em relação aos que os mataram, mas não são os unicos. O povo sabe disso. No meio destes manifestantes (dos quais eu faço parte) a quem prefere até morrer do que perder a vida (O descontentamento chega a tal ponto que se torna preferível morrer do que continuar a viver).
    * Docente na UEM, mestrado em Ciencia Plitica Texto publicado no blog (http://www.oficinadesociologia/ ).

    Fonte: SAVANA/Diário de um sociólogo

    Saturday, August 28, 2010

    A China como segunda maior economia depois dos EUA

    Por Magid Osman

    Eu queria fazer esta análise, fundamentalmente, para ver quais são as implicações que esta economia cria num país como Moçambique e também para os outros países africanos. Habitualmente, quando nós falamos de economia do país, a grandeza que se usa é o Produto Interno Bruto (PIB). Esta semana foi anunciado que o PIB da China superou o do Japão. Mas há uma outra forma de medir o PIB, que é tendo em conta os preços internos relativos. Portanto, os produtos e serviços oferecidos pela China são mais baratos que os do Japão, portanto, 1 000 USD na China compram muito mais do que 1 000 USD no Japão. Cria-se um outro critério que causa esta convenção que se chama paridade do poder de compra (PPC) que utilizamos há mais de dez anos, que demonstra que a China já tinha o seu PIB maior que o do Japão. Agora, em termos normais, a China ultrapassou o Japão.
    Só para dar uma ideia, no critério anterior, que é o que nós estamos a utilizar agora, em que a China ultrapassou o Japão, os EUA estão em primeiro e a China em segundo, o Japão em terceiro, a Alemanha em quarto e a Índia vem em décimo lugar. Se utilizarmos o critério PPC, os EUA continuam em primeiro a China em segundo e a Índia já vem no terceiro, porque na Índia os produtos ainda são mais baratos que na China. Portanto, a diferença que há entre um critério e outro é que, o primeiro critério é convencional e o PIB chinês é seis vezes inferior ao PIB dos EUA. No critério PPC o PIB chinês é mais elevado em 50% do que o PIB americano.
    É óbvio que nisso as taxas de câmbio também têm uma contribuição muito importante neste processo e aqui vale apenas também analisar isto. A taxa de câmbio, por exemplo, da China, se for valorizada a sua moeda o PIB chinês, quando medido em dólares, cresce tremendamente e essa é a posição que está a ser feita sobre a China para que este país valorize a sua moeda de modo a se tornar menos competitivo das suas exportações e mais competitivo das implicações para equilibrar a diferença existente entre as exportações e importações. Há uma certa analogia para esta situação que a China vive hoje e a situação que o Japão vivia em 1978.

    Analogia da situação da china com a do Japão em 1968
    Nessa altura em que se dizia que o Japão queria ultrapassar a economia dos EUA em que inclusive a primeira ministra francesa insurgia-se contra os japoneses, porque dizia que os japoneses trabalhavam como formigas o que iria inundar a Europa com os seus produtos e ainda, que era necessário serem tomadas algumas medidas de precaução para dificultar a entrada destes produtos na Europa. O que aconteceu na altura foi que, sobretudo, os EUA fizeram uma pressão muito grande sobre o Japão e a taxa de câmbio do dólar para o Yene que é a moeda japonesa, era de 1 dólar a 240 yenes e sucessivamente o yene foi se valorizando até chegar a 85 yenes hoje; o que tornou as exportações japonesas menos competitivas.
    Agora o Japão deixou de ter os ritmos de crescimento fabulosos que tinha; mais ou menos estagnou-se em termos do crescimento económico. Hoje, o PIB per capita americano é maior que o PIB per capita japonês. Portanto, há esta analogia entre o Japão e a China, mas também há grandes diferenças entre estes dois países.
    Enquanto na China a população é dez vezes mais que a população japonesa, o consumo ainda está reprimido. Portanto, o PIB per capita está por volta de 3 000 USD a 3 700 USD para o Japão. Eu diria que para o caso particular da China, não só há muita mão-de-obra, assim como ainda há por integrar, como ainda há muito consumo por expandir, o que significa que a China tem um potencial de crescimento muito grande;
    Além disso, o Japão tinha uma política externa subalterna aos EUA e a China tem uma política externa autónoma.
    O Japão tinha preocupação de representar a força económica no campo internacional através de uma presença internacional muito mais forte e a China não tem essas preocupações, pelo contrário, a China projecta a sua força económica no campo internacional.

    Mudanças geoestratégicas no país
    Se analisarmos os negócios que a China tem vindo a fazer em África, verificaremos que tem sempre uma componente de matérias-primas. Portanto, a China sabe que é importante assegurar o fornecimento actual, e o futuro de matérias-primas estratégicas. É só para dar uma ideia do que pode acontecer se a China continuar a crescer ao ritmo actual, e se a Índia também acompanhar a China no seu crescimento. Há estimativas da Agência Internacional de Energia que dizem que se o consumo do petróleo dos países de renda baixa e de renda média se aproximar ao consumo médio mundial, vai ser necessário produzir-se mais 35 milhões de barris por dia. O consumo actual anda à volta de 85 a 90 milhões de barris por dia.
    A própria Agência Internacional de Energia diz que em 2015 é capaz de haver um negócio iniciado com 5 milhões de barris por dia no caso do petróleo, isto é, se os consumos continuarem a subir como tem estado a acontecer. E para satisfazer as necessidades mundiais, em 2030 será necessário dispor de mais de 66 biliões de reservas adicionais de petróleo. Portanto, significa que o petróleo é um exemplo muito importante que explica como a China assegura o fornecimento de energia. O outro exemplo é o do carvão! A China é o maior produtor e o maior consumidor de carvão e deixou de exportar este minério e passou a importá-lo. E quando a China começa a importar, não se trata de importações pequenas, faz importações à ordem de 100 milhões de toneladas de carvão. Recentemente foi assinado um acordo, caso particular de Moçambique, com a Riversdale. A Riversdale foi buscar como parceira uma empresa chinesa que produz 40 milhões de toneladas de aço e vai comprar 40% da produção derivada do carvão do país. Deste modo, a China, indirectamente, passará a ser um parceiro económico importante e para o país vai disponibilizar cerca de 800 milhões de dólares para viabilizar projectos.

    E o que está a acontecer no nosso caso, nesta situação das mudanças geoestratégicas?

    A Índia, e sobretudo a China, no caso da localização geográfica, acabarão por ser directa ou, indirectamente, os grandes parceiros de Moçambique. E quando fazem negócios com Moçambique, significa que são relações construídas que vão se manter ao longo de cinquenta a cem anos e provavelmente irá se verificar uma imigração de indianos e chineses para o país. Isto significa que haverá uma mistura de culturas, o que torna uma relação muito mais forte. O interessante é ver que, enquanto estes dois países estão disponíveis a financiar grandes projectos em Moçambique, os mesmos não trazem o tipo de apoio que trazem os países ocidentais, e é já uma ironia.
    Os países ocidentais estão em crise, têm dificuldades de crescimento e a China e a Índia continuam a crescer, porém, quem assegura a estabilidade económica e política em Moçambique é a ajuda ocidental. Os países ocidentais estão a ajudar países como Moçambique e outros países onde eles dão ajuda para que esses países como a Chian e a Índia que são os seus concorrentes, façam negócios com Moçambique.


    Fonte: O País - 27.08.2010

    A China como segunda maior economia depois dos EUA

    A China como segunda maior economia depois dos EUA

    Thursday, August 12, 2010

    Presidente dos desmobilizados é julgado hoje

    Leia no O País online e no Canal de Mocambique, versão online, o presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra é julgado, hoje, acusado de crime de desobediência às autoridades na província de Maputo. Consta que Hermínio dos Santos foi notificado, por quatro vezes, pelos Serviços de Investigação Criminal (SICRIM), ex-Polícia de Investigação Criminal (PIC), a fim de prestar declarações sobre as manifestações pacíficas convocadas por si, mas este simplesmente ignorou a notificação.

    Fonte: O País online - 12.08.2010

    DIRE passou de 2 mil para 30 mil meticais

    Quarta, 14 Julho 2010 08:21 Redacção

    Novos preços entraram em vigor na segunda-feira

    A Direcção Nacional de Migração diz que só está a cumprir ordens do Governo central. A lei já entrou em vigor e, embora não tenha efeitos retroactivos, já há estrangeiros descontentes.
    Os preços para a aquisição do Documento de Identificação de Residente Estrangeiro (DIRE) aumentaram em mais de 1200%, desde segunda-feira. Se até agora, os estrangeiros tinham simplesmente um carimbo no passaporte, agora passam a ter obrigatoriamente um cartão de identificação com dados biométricos, à semelhança do que já acontece já com os Bilhetes de Identidade e passaportes moçambicanos.
    Assim, se antes o DIRE Precário e Temporário custava dois mil meticais, passou a custar vinte e quatro mil meticais.
    Já o DIRE Permanente e Vitalício, que estava igualmente a dois mil, aumentou para trinta mil meticais.
    O agravamento destes preços surge no artigo 58 da Lei n° 5/93, de 28 de Dezembro e no decreto 12/2008 de 29 de Abril, aprovado pelo Conselho de Ministros sobre os novos modelos de Visto e de Autorização de Residência, baseados em dados de leitura biométrica e electrónica.
    Os estrangeiros contactados pela equipa de reportagem do “País” manifestaram o seu desapontamento relativamente a esta nova tabela. No momento em que a nossa equipa encontrava-se na secção de atendimento estrangeiro, alguns deles, ao ver este agravamento, disseram que preferem voltar ao país de origem e ou mesmo viver ilegalmente.

    Fonte: O País online -14.08.2010